Entenda como funciona a navegação na era digital.

Sem a bússola, os antigos navegadores se orientavam somente de forma visual, com base, essencialmente, na consulta aos astros, incluindo o Sol e as estrelas como balizadores de suas rotas. A partir do século XV, o uso da bússola tornou-se essencial para viabilizar os grandes descobrimentos, sendo na época instrumento obrigatório para a navegação em alto-mar. Entretanto, segundo dados históricos, o primeiro relato sobre o uso desse instrumento de orientação não se deu na Europa, e sim na China, por volta do ano 2000 a. C.

Nos dias de hoje, caso queira se achar com rapidez e segurança em qualquer parte do mundo, basta ter em mãos um GPS. Seja no celular, ou em pequenos aparelhos automotivos, a popularização do GPS tornou a orientação de rotas mais precisa na primeira década do século XXI, sendo empregado em diversos segmentos, desde o rastreamento de veículos à navegação tradicional.

O GPS consiste em informações transmitidas por uma constelação de mais 30 satélites na órbita da Terra permitindo determinar coordenadas em qualquer lugar do mundo, 24 horas por dia e sob quaisquer condições atmosféricas.

O surgimento da tecnologia foi em 1973, quando o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DOD) unificou dois projetos de sistemas de satélite: o Timation (Time Navigation), da Marinha, e o System 612B, da Força Aérea, dando origem ao Navigation Satellite with Time and Ranging (Navstar), ou Global Positioning System (GPS).

O sistema foi projetado para fornecer a posição instantânea, bem como a velocidade de um ponto sobre a superfície terrestre ou próximo a ela, em um referencial tridimensional.

Explicando a lógica de funcionamento do sistema, o GPS é uma tecnologia que faz uso da triangulação por satélites. Ou seja, o seu princípio está na medição da distância entre três satélites e o receptor, no caso o aparelho que recebe o sinal em Terra.