A pirotecnia mesmo sendo uma "velha arte" continua tendo grande importância.

Misturas incendiárias e fumaças coloridas foram usadas para a guerra, celebrações religiosas e entretenimento na Arábia, China, Egito, Grécia e Índia, há muito tempo atrás. Mesmo antes de 2000 a.C., histórias de guerra na Índia mencionam misturas incendiárias, cortinas de fumaça e gases tóxicos. Mais tarde, contra Alexandre, o Grande (365-323 a.C.) os defensores de uma cidade da Índia teriam sido capazes de “fazer trovejar e lançar dois raios nas paredes”. Naquela época, depósitos naturais de salitre eram abundantes na Índia e, provavelmente, serviram como a fonte deste material para emprego em composições que tornaram essas demonstrações possíveis.

O conhecimento da pirotecnia viajou do Oriente até a Europa no começo da Era Cristã. Os primeiros registros sobre exibições pirotécnicas, na Europa, mencionam o Circo Romano durante o reinado de Augustus (27 a 14 a.C.). O uso romano dos pirotécnicos parece ter sido dedicado às exibições.

Um emprego militar dos pirotécnicos, que começou há muito tempo e persistiu por muitos séculos, foi o uso como “navio de fogo” (uma embarcação carregada com combustível e explosivos abalroava e fazia explodir outros navios e estruturas) em batalhas navais. Registros antigos mencionam os “navios de fogo” desde o século IV a.C., quando marinheiros fenícios, de Tiro, usaram-nos na batalha contra Alexandre, o Grande. Registros posteriores mostram o emprego dos mesmos pelos gregos contra os turcos, pelos cruzados em Acra e pelo ingleses já no século XIV, contra a armada espanhola.

UMA OUTRA UTILIZAÇÃO PARA A PIROTECNIA

Os fundos de pesquisa e desenvolvimento sobre pirotécnicos foram reduzidos no período que se seguiu a II Guerra Mundial. Contudo avanços significativos foram realizados, o que permitiu o considerável aperfeiçoamento dos artifícios pirotécnicos sinalizadores, fumígenos incendiários e iluminativos, quando a Guerra da Coréia começou no início da década de 50.

O estado de progresso, inicialmente modesto, foi modificado, consideravelmente, quando as operações militares tornarma-se mecanizadas com o desenvolvimento de tanques, bombardeiros, submarinos, artilharia de longo alcance, porta-aviões, outros veículos e armas, tudo associado com a introdução de operações combinadas.

Para coordenar todas essas forças e proporcionar comunicação visual entre todos os participantes das operações de combate, de noite ou de dia, o desenvolvimento da munição pirotécnica, para todas as finalidades, foi absolutamente essencial. O uso crescente de aviões, para finalidades de bombardeamento e observação, exigiu o uso de artifícios iluminativos e instantâneos que podiam ser disparados de aviões, movendo-se rapidamente, para iluminar o território inimigo, para fotografia e observação noturnas e também para localizar alvos para bombardeamento.

Uma variedade de sinalizadores fumígenos, marcadores, incendiários, cartuchos iluminativos, sinalizadores para terra e para aviões, tiveram de ser desenvolvidos para atender às novas exigências táticas. Novas demandas de artifícios de sinalização exigiram o desenvolvimento e o aperfeiçoamento de sinalizadores e de fumígenos coloridos.

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